sábado, 22 de abril de 2017

Leonardo: pag. nº1 Sonho realizado



                   Estavas no meu colo inquieto, seriam cólicas?seria fome ? fome não era tinhas acabado de mamar. Comecei  a falar contigo e tu ainda te queixavas, mas menos, fiz-te uma massagem devagar com cuidado pois és pequenino. Aos poucos sempre falando contigo , elevei-te, pus  a  tua cabeça junto à minha cara, tu esticas-te e eu falava contigo,o que eu te dizia agora não me lembro sei que pouco a pouco foste fechando os teus olhinhos, a mãe Catarina cansada esperava, até que adormeceste. Optamos por não te mudar do meu colo aos poucos ficaste mais confortável e o teu soninho durou duas horas e meia, acordaste com uma fome de leão=Leonardo.Foi uma tarde e tanto tu dormiste como um príncipe, que és e eu tive a felicidade de te ter junto de mim.Olha Leonardo foi mais um sonho que realizei,pois ainda não desisti de Sonhar.

             Carmita/2017

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Eu tive um sonho

    É verdade tive um sonho, daqueles que podem ser reais!

    Num dia de muito calor , daqueles dias em que não se consegue respirar, eu e a minha noto que é pequenito, já estavamos cansados de  nos abanicar,  de repente, lembrei-me de pegar na bicicleta e irmos até à praia.
    Assim foi, num instante pus o chapéu no Naná, coloquei-o no cesto e aí fomos nós, que a praia do Guincho é já ali  mais abaixo. Atrás de nós iam  borboletas de todas as cores, junto a nós ouvia-se o chilrear dos pássaros que também nos seguiam e algures não sei onde ia um Anjo da Guarda, não fosse a velocidade aumentar e  estrapalharmo-nos por alguma ribanceira.
    Quando chegamos tive a sensação que tinhamos voado, o mar azul de um azul que só esta praia tem, estava à nossa frente, e nesta corrida infernal, o Naná, as borboletas e o chilrear dos pássaros, era uma confusão, eu tropecei e caí, não me levantei, deixei-me ficar quieta, não ouvia nada nem o barulho do mar. Então aos poucos levantei a cabeça, tinha caído da cama abaixo e simplesmente tinha sonhado!

       Avó Carmita

estrapalhar = cair às  cambalhotas

 Matizes Dumont::

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O Chapéu com flores

                  

        Era uma menina que tinha um CHAPÉU COM FLORES, tinha a inocência estampada nos olhos, a alegria nas bochechas e o sorriso nos lábios.
     A s abelhinhas quando ela passa, querem poisar no chapéu, e as borboletas esvoaçam à sua volta.
Ela é feliz, e sente-se bonita, e contente lá vai, com o seu cãozinho ao colo, de vez enquanto, pula salta e até corre. As flores saltitam, mas não caiem, pois a foi a avozinha, que lhe pregou as flores no chapéu.
    A menina chega ao jardim, e os amigos vêm todos a correr ter com ela, larga o cão e começam as brincadeiras, o vento derruba-lhe o chapéu, que fica plantado na relva.
    Brincaram toda a tarde. A menina foi a correr para casa, com a inocência nos olhos, a alegria nas bochechas, o sorriso, nos lábios e o chapéu, esse lá ficou plantado no relvado.

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       Xtórias da Carmita/junho 2009











sábado, 23 de janeiro de 2016

A Joaninha

     

     Uma vez a Carmita foi à horta, e encontrou uma joaninha, que voava, entre as couves e as alfaces, quando se aproximou a bichinha saltou, devagar Carmita, pôs-se de joelhos e começou a falar, perguntando-lhe se a joaninha não se lembrava dela, desconfiada, respondeu que sim, mas estava um pouco assustada e baralhada.
     A menina explicou, que era filha do sr. João o dono da horta. Com um sorriso a joaninha lembrou-se, a Carmita era a menina, que sempre que o pai regava, ela descalçava-se e chapinhava nas regadeiras.
    Eu sei que te assusto disse-lhe, mas não é por mal, eu sou grande e tu és pequenina. És pequenina mas muito bonita, essas pintinhas ficam-te muito bem. Também gostava de voar como tu, ir para todo o lado ao sabor do vento,
és livre vais para onde queres. Olha Carmita não é bem assim , eu tenho muitos inimigos desde insectos a pássaros eu sei lá, eles querem-me comer.
    Carmita  não queria acreditar que a vida fosse tão madrasta, de boca aberta a menina começou a pensar qual era a melhor maneira de a joaninha se salvar. Fechou a boca deu uma palmada na testa e disse achei, joaninha olhou-a apalermada, mas Carmita disse que ficasse tranquila tinha só de ter cuidado e em vez de andar por cima das hortaliças, teria que come-las por baixo e estar sempre atenta aos perigos.
   A menina despediu-se até amanhã,  não te esqueças joaninha sempre alerta e viverás feliz.
Joaninha ainda respondeu, não te esqueças de me procurar por baixo das couves.




                           carmita/Nov/09

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O Caracol



      Uma vez a Carmita , foi passear ao campo, e encontrou um caracol, que trazia a sua casa às costas, Carmita riu-se e ele pôs os pauzinhos de fora.
     A menina perguntou como ele se chamava, ele disse que era Zé, mas chamavam-lhe Zézito.
Carmita riu-se e perguntou onde ele ia, ao que ele respondeu, que ia comer umas folhas fresquinhas ao mesmo tempo ia passear.
O caracol Zézito, explicou que quando chovia, ele escondia-se dentro da casota, mas assim que o sol brilhava, ele ia logo comer pois estava tudo mais fresquinho como ele gostava.
     Era uma vida de encantar disse Carmita, perguntando se valia a pena ele ir passear, pois ele andava muito de vagar, o caracol piscou-lhe o olho e respondeu devar se vai ao longe.
     A menina, encolheu os ombros, sorrindo, e disse-lhe que ele era encantador e todos deviam de gostar muito dele.
     Era verdade todos gostavam muito dele, mas ele tinha de ter cuidado, e a passear, mas tinha de ter muito cuidado e ia sempre que possível escondido. Gostar dele todos gostavam, mas alguns de preferência no prato. Carmita  ficou em lágrimas, baixou-se, deu-lhe um beijinho, animou-o, e pediu-lhe para estar sempre em alerta, como um soldado, e sorrindo disse vai, vai caracol, como tu dizes devagar se vai ao longe, e eu vou contigo pois não tenho pressa de chegar.



                      Xtorias da carmita

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O Caracol, a Joaninha e a Minhoca


    Uma vez, o caracol, a joaninha e minhoca, encontraram-se na horta do sr JOÃO ,juntaram-se e como eram amigos foram falando das suas vidas.
Conversa para aqui, conversa para ali, e todos comentaram, que já há muito tempo não viam a amiga Carmita.
    Era verdade, e ficaram os três muito pensativos, o que lhe teria acontecido, estaria doente, todos deram a sua e varias opiniões, sobretudo a falta que ela lhes fazia, pelas suas risadas, e as suas brincadeiras, quando o pai JOÃO regava e ela xapinhava na água toda feliz.
    De repente a joaninha começou a rir, e com um ar maroto, olhou os amigos, eles não percebiam nada, até que a joaninha lhes explicou, ela devia de estar na escola já era Outono, era verdade confirmaram os outros.
   O caracol até comentou que ela queria ser médica dos animais, porque gostava muito deles. A minhoca disse logo para isso ela tinha que estudar muito, e de certeza que ela viria no fim de semana vê-los.


  Para relaxar decidiram ir comer umas folhinhas, pois estas preocupações com a Carmita, tinham-lhes dado uma fome sem tamanho.

http://www.viorica-torturi.ro/:
Xtorias da carmita Nov/09



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Princesinha de sanfins

A PRINCESINHA DE SANFINS

Era uma vez uma princesinha que se chamava Ísis. Todos os anos, no verão ia com a sua família passar férias, a Sanfins do Douro, .uma terra de gentes de paz, e hospitaleira.
Assim que chegava, procurava instalar-se no melhor canto da casa, ou seja no sitio mais sossegado, sem confusão do entra e sai das visitas, e do reboliço de uma casa de férias.
O stress da viagem de carro, deixava-a de rastos, nos primeiros dias era só descansar, pelo contrário a sua família, era um entra e sai, sem parar.
Escusado será dizer que assim que eles saiam ela deitava-se na sua caminha e dormia, e dormia…
Do seu canto, ela ouvia as coisas mais incríveis, era a Toninha e as suas histórias infindáveis, sobre o passado vivido em Sanfins.
No seu canto Ísis suspirava, encolhia os ombros e até parece que sorria.
Quando estavam lá os pais do João, para passarem um fim de semana, era de morrer a rir, pois o Sr. Tininho, e D. Toninha animavam os serões com as suas anedotas reais e inventadas. O Sr. António devido à sua doença, ouvia tudo com muita atenção. O João e a Catarina namoravam e D. Carmita ria às bandeiras despregadas.
Do seu canto especial, a princesinha era atormentada, com o barulho dos foguetes, dos bombos, das fanfarras. Eram as festas populares e o povo adorava. Vinham do estrangeiro, filhos da terra que saíram à anos para outros países à procura de uma vida melhor, e voltavam nesta altura para festejar, em  honra de Nossa senhora da Piedade.
A certa altura a princesinha Ísis começava, a sentir saudades da sua casa de Lisboa, o seu 5º. Andar era mais tranquilo.
Ísis era a única na família, uma gata cinzenta e branca, e onde quer que estivesse, era o charme, que nem todas as criaturas conseguiam ter. Era preciso ter berço, e o de Ísis era um berço de Gata com postura de Rainha.